Diagnóstico de TI
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A informação para decidir quase sempre já existe dentro da empresa. O que falta é ela chegar organizada, no tempo certo, sem depender de alguém montar planilha.
O ponto cego
Muita empresa tem relatório demais e indicador de menos. O ERP emite dezenas de listagens, o financeiro exporta planilhas, e mesmo assim a reunião mensal começa com alguém perguntando de onde veio determinado número — e ninguém tem certeza. Quando o dado não é confiável, a decisão volta a ser tomada por impressão, e o painel vira enfeite.
O problema raramente é a ferramenta. É que ninguém definiu o que cada indicador significa, de onde ele sai e quem responde por ele. Margem por produto calculada de dois jeitos diferentes em duas áreas não é problema de BI, é problema de definição — e nenhuma ferramenta resolve isso sozinha.
Por isso o trabalho começa pelas perguntas que a diretoria precisa responder, não pelas telas. Definida a pergunta, define-se o indicador; definido o indicador, define-se a fonte; só então se constrói o painel. Feito nessa ordem, o dashboard sobrevive à primeira discordância — que é onde a maioria morre.
O que entra no trabalho
Como funciona
O que a diretoria precisa saber para decidir. As telas vêm depois, nunca antes.
Uma definição só por indicador, aceita por todas as áreas que a usam.
Ligar os sistemas, tratar inconsistência e garantir que o número feche com a contabilidade.
Painel no ar, conferido contra os números conhecidos antes de virar base de decisão.
Perguntas frequentes
Nem sempre. Boa parte das empresas que atendemos resolve com ferramentas que já possui ou com opções gratuitas para o volume que têm. A recomendação sai do diagnóstico, junto do custo de cada caminho — a ferramenta é a última escolha, não a primeira.
Dá, e é o cenário mais comum. Parte do trabalho é justamente organizar a fonte antes de construir o painel. O que não funciona é montar dashboard sobre dado sujo e esperar que o problema apareça depois — aí o painel perde credibilidade e ninguém mais olha.
Ninguém. Ele se alimenta direto dos sistemas de origem, na frequência combinada. É esse o ponto: se alguém precisa atualizar à mão, o trabalho não terminou.
Menos do que a vontade inicial. Painel de diretoria costuma funcionar bem com seis a dez indicadores; acima disso ninguém olha. Os demais ficam em telas de apoio, para quem precisa aprofundar.
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